sexta-feira, 21 de maio de 2010

Outro dia,
eu te vi brincando por ai,
Com aquele mesmo sorriso claro,
Com o mesmo dom raro,
tão raro, de me fazer feliz...
Como é bonito ti ver...
Você não imagina,
como é tão bonito ti ver...

Apagam-se as luzes,
e teu olhar deixa a minha alma clara.
E derrepente isso vem e me pega assim, de supetão. Como uma lufada de vento. Uma porta batendo. Um portão. E eu tão ingênuo, tentando inocentemente cobrir com as mãos os ouvidos, só para brincar de não ouvir. E as minhas mãos... já estavam entre as suas mãos. Meu Deus! Quanto tempo, eu não sentia tanta delicadeza.
Não se preocupe... é apenas um gole a mais.
Me deixe assim, que eu prometo não me preocupar também - principalmente com toda esta sujeira sob a mesa.
E me perdoe por não ter ouvido, tudo o que você me disse - a musica estava alta demais. Mesmo! Não se preocupe comigo.Desenvolvi a capacidade de me acostumar com as coisas insolúveis.
(...)E o mar vinha tão límpido, e trazia aquela areia branquinha. Então, enquanto eu segurava aquele pouquinho de água e areia entre as mãos, percebia que havia ali um resto de tantas coisas: pedaços de conchas, sal, cavalos marinhos, tijolos brancos de Creta, talvez. Mas foi em completo silencio, que compreendi... que tudo o que eu segurava na verdade, era a minha própria capacidade de sonhar, de ver beleza e luz, onde antes havia apenas tristeza e trevas.
Ah sim... Eu dizia: me acostumei com as coisas insolúveis.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pare com isso...já li tantas vezes o teu texto, que poderia representa-lo em qualquer sala...dessas que você costuma se apresentar. Não acredita? Sua proxima fala seria: As vezes tenho vontade de deixa-lo...para sempre. Vê, como eu sei?. Mas só para finalizar este monologo, meu amor...eu te digo: Nunca conseguimos abandonar velhos hábitos. Afinal é isso que é o amor, nao é? um velho hábito.
Uma velha poltrona de veludo vermelho, num canto da sala apagada de encanto.