quinta-feira, 29 de julho de 2010

EU ME ENCONTRO TODO DIA...
E POR ISSO EXISTE ESTA ESTRANHEZA...
A MESMA, DE QUANDO ABRIMOS UM LIVRO
PELA PRIMEIRA VEZ.

QUERIA TANTO, QUE TUDO ISSO FOSSE TÃO NORMAL,
NO ENTANTO, ODEIO TODOS QUE CONTAM AQUELE FINAL...
AQUELES QUE PEDEM O ULTIMO PEDAÇO...

ODEIO OS QUE OFERECEM O VENENO,
JUSTAMENTE QUANDO EU DECIDI VIVER...

- DEPOIS DE UMA NOITE SEM ENCANTAMENTOS.
ONDE ESTÁ VOCÊ CLARICE?

HÁ SEMPRE UM POUCO DOS MORTOS EM NÓS!

quarta-feira, 21 de julho de 2010


Existe em mim um amor de serpente,
que deseja surpreende-lo,
numa destas tardes quentes e solitárias de deserto.

Mas sobre as serpentes nada sei...
quem sabe,eu até saiba,
que são mortalmente belas e cegas: como eu quando ti procuro, entre os espinhos dos meus cactos.

Ah! Sobre os cactos: a beleza deles se esconde em suas águas.

Quanto a mim:
sei que não sou um ser tão belo, como os cactos ou as serpentes de escamas reluzentes,
mas ainda assim, o deserto me pertence...
Não,
Não há nada errado, é só o inverno chegando,
e as mesmas folhas secas de antes,

E este vento que me enlouquece,
batendo a porta sempre,
do mesmo jeito que você,
quando saia...