segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Não!...não se preocupe em dizer algo. O silencio é feito de um material moldavel. Se eu quizer, pego tudo isso e transformo nas palavras certas pra nós. Algo que não nos machuque, nem que nos de esperanças vazias demais. Algo como: fui para Creta, volto ao amanhecer. Ai, eu fico aqui, imaginando você naquele mar azul, com todas aquelas casinhas brancas sob o sol...E os dias vão amanhecendo, os barcos todos indo e vindo no mar. E no meio de toda esta beleza atlantida, acabo por me esquecer completamente de nós.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Fauno


(...) eis então que ele se assustou, com a tamanha beleza dos olhos do Fauno. Pensou por um breve instante, que talvez fosse por aqueles olhos serem tão pequenos – coisa que sempre o atraiu. Mas não... não fora por isso, com certeza.

Era como se derrepente o incauto Narciso, ao invés de se contemplar na superfície espelhada daquele lago...desastradamente escorregasse, unindo-se finalmente a ele, num ultimo ato de desejo e amor.

(...) e eis que o fauno continuou a sua musica. No mesmo instante, gotículas de orvalho começaram a cair como chuva, e depois folhas verdes, e ainda flores bem pequenas e amarelas volitava na noite. Foram caindo e aos poucos formaram um tapete colorido, sobre todo o pátio em frente. Enquanto isso, entre as arvores altíssimas como catedrais, corria uma nevoazinha branca...a cidade então silenciou...

o coração dele silenciou.