quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O Fauno


(...) eis então que ele se assustou, com a tamanha beleza dos olhos do Fauno. Pensou por um breve instante, que talvez fosse por aqueles olhos serem tão pequenos – coisa que sempre o atraiu. Mas não... não fora por isso, com certeza.

Era como se derrepente o incauto Narciso, ao invés de se contemplar na superfície espelhada daquele lago...desastradamente escorregasse, unindo-se finalmente a ele, num ultimo ato de desejo e amor.

(...) e eis que o fauno continuou a sua musica. No mesmo instante, gotículas de orvalho começaram a cair como chuva, e depois folhas verdes, e ainda flores bem pequenas e amarelas volitava na noite. Foram caindo e aos poucos formaram um tapete colorido, sobre todo o pátio em frente. Enquanto isso, entre as arvores altíssimas como catedrais, corria uma nevoazinha branca...a cidade então silenciou...

o coração dele silenciou.

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