quarta-feira, 26 de agosto de 2009
a missa do sol
Acreditava na minha infância, como a terra, o barro, a estrutura, onde construi a casa que sou hoje... mas descobri a pouco que não. Minha infância não é algo solido. Ela é nuvem, vento, cheiro de mato verde. É o dia pleno de sol. Minha infância são as palavras de minha avó, e a beleza dos ipês floridos em agosto. É medo de quaresma, é a liberdade dançando em meio a chuva ...minha infância é algo imaterial, que a tudo toca e envolve...e o que torna tudo mais belo, mais morno, mais vivo...
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