sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
terça-feira, 9 de novembro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Queria achar um motivo, para abrir os braços,
Aproveitar o vento que sopra do leste,
Queria ter a coragem de me lançar dos penhascos... de todos eles,
E como uma pequena mancha branca – gaivota, nuvem, semente talvez –
flutuar sobre o mar
Não ser aos poucos,
Me desfazer, como as espumas se desfazem,
quando encontram o áspero das praias
Queria ser eu ás vezes,
No entanto,
sou uma mistura inacabada, de carne e ossos,
Opaca e morna,
Que sangra sempre,
Que rasteja noites adentro,
tentando encontrar nas luzes acesas desta cidade,
Um motivo para acreditar,
Que amanha fará sol.
Aproveitar o vento que sopra do leste,
Queria ter a coragem de me lançar dos penhascos... de todos eles,
E como uma pequena mancha branca – gaivota, nuvem, semente talvez –
flutuar sobre o mar
Não ser aos poucos,
Me desfazer, como as espumas se desfazem,
quando encontram o áspero das praias
Queria ser eu ás vezes,
No entanto,
sou uma mistura inacabada, de carne e ossos,
Opaca e morna,
Que sangra sempre,
Que rasteja noites adentro,
tentando encontrar nas luzes acesas desta cidade,
Um motivo para acreditar,
Que amanha fará sol.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
EU ME ENCONTRO TODO DIA...
E POR ISSO EXISTE ESTA ESTRANHEZA...
A MESMA, DE QUANDO ABRIMOS UM LIVRO
PELA PRIMEIRA VEZ.
QUERIA TANTO, QUE TUDO ISSO FOSSE TÃO NORMAL,
NO ENTANTO, ODEIO TODOS QUE CONTAM AQUELE FINAL...
AQUELES QUE PEDEM O ULTIMO PEDAÇO...
ODEIO OS QUE OFERECEM O VENENO,
JUSTAMENTE QUANDO EU DECIDI VIVER...
- DEPOIS DE UMA NOITE SEM ENCANTAMENTOS.
ONDE ESTÁ VOCÊ CLARICE?
HÁ SEMPRE UM POUCO DOS MORTOS EM NÓS!
E POR ISSO EXISTE ESTA ESTRANHEZA...
A MESMA, DE QUANDO ABRIMOS UM LIVRO
PELA PRIMEIRA VEZ.
QUERIA TANTO, QUE TUDO ISSO FOSSE TÃO NORMAL,
NO ENTANTO, ODEIO TODOS QUE CONTAM AQUELE FINAL...
AQUELES QUE PEDEM O ULTIMO PEDAÇO...
ODEIO OS QUE OFERECEM O VENENO,
JUSTAMENTE QUANDO EU DECIDI VIVER...
- DEPOIS DE UMA NOITE SEM ENCANTAMENTOS.
ONDE ESTÁ VOCÊ CLARICE?
HÁ SEMPRE UM POUCO DOS MORTOS EM NÓS!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Existe em mim um amor de serpente,
que deseja surpreende-lo,
numa destas tardes quentes e solitárias de deserto.
Mas sobre as serpentes nada sei...
quem sabe,eu até saiba,
que são mortalmente belas e cegas: como eu quando ti procuro, entre os espinhos dos meus cactos.
Ah! Sobre os cactos: a beleza deles se esconde em suas águas.
Quanto a mim:
sei que não sou um ser tão belo, como os cactos ou as serpentes de escamas reluzentes,
mas ainda assim, o deserto me pertence...
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