sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Arranco uma palavra, desta lavra de carne e ossos, deste faticidio que sou.
Durmo com ela, a afago, e enquanto sonho, mastigo e não a esqueço.
Ela rola por toda a minha casa, como bolinhas de gude.
Arranha o assoalho, como as patinhas de um cão.
Apago a luz. As acendo todas. E ela continua ali.
Vagalume dançando em densa escuridão.
quarta-feira, 14 de março de 2012
tudo doi...meu Deus, doi com uma intensidade: como garras de ave de rapina - na alma. O corpo, já nem tenho mais: não sei como sinto. O que fazer para me ver novamente no mundo? Quais correntes me reterão agora?. E o pior de tudo, é este silencio: nada de uivos, nada de gritos...só meditação, preces, mantras, agua e toalhas limpas. Acordar e pedir: por mais saude, por mais uns dias de vida, que aos poucos se esfarela.Para que? Para quem?.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
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