Pare com isso...já li tantas vezes o teu texto, que poderia representa-lo em qualquer sala...dessas que você costuma se apresentar. Não acredita? Sua proxima fala seria: As vezes tenho vontade de deixa-lo...para sempre. Vê, como eu sei?. Mas só para finalizar este monologo, meu amor...eu te digo: Nunca conseguimos abandonar velhos hábitos. Afinal é isso que é o amor, nao é? um velho hábito.
Uma velha poltrona de veludo vermelho, num canto da sala apagada de encanto.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
ele dizia que era uma flor desabrochando sobre o mar...eu vi a flor, tão parecida com a de um imenso cacto...
no entanto, tudo isso ainda me parecia uma grande nave branca, pousada sobre os tropicos...a mesma imaginada quando a vi pela primeira vez...
Mas não, não era flor, ou nave...era a beleza concreta de um poeta!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Não!...não se preocupe em dizer algo. O silencio é feito de um material moldavel. Se eu quizer, pego tudo isso e transformo nas palavras certas pra nós. Algo que não nos machuque, nem que nos de esperanças vazias demais. Algo como: fui para Creta, volto ao amanhecer. Ai, eu fico aqui, imaginando você naquele mar azul, com todas aquelas casinhas brancas sob o sol...E os dias vão amanhecendo, os barcos todos indo e vindo no mar. E no meio de toda esta beleza atlantida, acabo por me esquecer completamente de nós.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Fauno

(...) eis então que ele se assustou, com a tamanha beleza dos olhos do Fauno. Pensou por um breve instante, que talvez fosse por aqueles olhos serem tão pequenos – coisa que sempre o atraiu. Mas não... não fora por isso, com certeza.
Era como se derrepente o incauto Narciso, ao invés de se contemplar na superfície espelhada daquele lago...desastradamente escorregasse, unindo-se finalmente a ele, num ultimo ato de desejo e amor.
(...) e eis que o fauno continuou a sua musica. No mesmo instante, gotículas de orvalho começaram a cair como chuva, e depois folhas verdes, e ainda flores bem pequenas e amarelas volitava na noite. Foram caindo e aos poucos formaram um tapete colorido, sobre todo o pátio em frente. Enquanto isso, entre as arvores altíssimas como catedrais, corria uma nevoazinha branca...a cidade então silenciou...
o coração dele silenciou.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
dos mares nada sei
(...) entendo que existe uma distancia imensa, entre o meu mar e o teu. Navegamos destinos diferentes, em tempos diferentes. Nossas bussolas não apontam o mesmo leste, e até mesmo nossas luas nao se encontraram nos céus. Mas navegante que sou, encontrei teu mar, tua nau, teu cais. Quem sabe, mesmo ao fim de tarde que se anuncia. Quem sabe diante das tempestades ou das calmarias...não seja neste encontro solido terra e mar...que a delicadeza do amar se cria...
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