Não se preocupe... é apenas um gole a mais.
Me deixe assim, que eu prometo não me preocupar também - principalmente com toda esta sujeira sob a mesa.
E me perdoe por não ter ouvido, tudo o que você me disse - a musica estava alta demais. Mesmo! Não se preocupe comigo.Desenvolvi a capacidade de me acostumar com as coisas insolúveis.
(...)E o mar vinha tão límpido, e trazia aquela areia branquinha. Então, enquanto eu segurava aquele pouquinho de água e areia entre as mãos, percebia que havia ali um resto de tantas coisas: pedaços de conchas, sal, cavalos marinhos, tijolos brancos de Creta, talvez. Mas foi em completo silencio, que compreendi... que tudo o que eu segurava na verdade, era a minha própria capacidade de sonhar, de ver beleza e luz, onde antes havia apenas tristeza e trevas.
Ah sim... Eu dizia: me acostumei com as coisas insolúveis.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Pare com isso...já li tantas vezes o teu texto, que poderia representa-lo em qualquer sala...dessas que você costuma se apresentar. Não acredita? Sua proxima fala seria: As vezes tenho vontade de deixa-lo...para sempre. Vê, como eu sei?. Mas só para finalizar este monologo, meu amor...eu te digo: Nunca conseguimos abandonar velhos hábitos. Afinal é isso que é o amor, nao é? um velho hábito.
Uma velha poltrona de veludo vermelho, num canto da sala apagada de encanto.
Uma velha poltrona de veludo vermelho, num canto da sala apagada de encanto.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
ele dizia que era uma flor desabrochando sobre o mar...eu vi a flor, tão parecida com a de um imenso cacto...
no entanto, tudo isso ainda me parecia uma grande nave branca, pousada sobre os tropicos...a mesma imaginada quando a vi pela primeira vez...
Mas não, não era flor, ou nave...era a beleza concreta de um poeta!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Não!...não se preocupe em dizer algo. O silencio é feito de um material moldavel. Se eu quizer, pego tudo isso e transformo nas palavras certas pra nós. Algo que não nos machuque, nem que nos de esperanças vazias demais. Algo como: fui para Creta, volto ao amanhecer. Ai, eu fico aqui, imaginando você naquele mar azul, com todas aquelas casinhas brancas sob o sol...E os dias vão amanhecendo, os barcos todos indo e vindo no mar. E no meio de toda esta beleza atlantida, acabo por me esquecer completamente de nós.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Fauno

(...) eis então que ele se assustou, com a tamanha beleza dos olhos do Fauno. Pensou por um breve instante, que talvez fosse por aqueles olhos serem tão pequenos – coisa que sempre o atraiu. Mas não... não fora por isso, com certeza.
Era como se derrepente o incauto Narciso, ao invés de se contemplar na superfície espelhada daquele lago...desastradamente escorregasse, unindo-se finalmente a ele, num ultimo ato de desejo e amor.
(...) e eis que o fauno continuou a sua musica. No mesmo instante, gotículas de orvalho começaram a cair como chuva, e depois folhas verdes, e ainda flores bem pequenas e amarelas volitava na noite. Foram caindo e aos poucos formaram um tapete colorido, sobre todo o pátio em frente. Enquanto isso, entre as arvores altíssimas como catedrais, corria uma nevoazinha branca...a cidade então silenciou...
o coração dele silenciou.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)