sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Arranco uma palavra, desta lavra de carne e ossos, deste faticidio que sou. Durmo com ela, a afago, e enquanto sonho, mastigo e não a esqueço. Ela rola por toda a minha casa, como bolinhas de gude. Arranha o assoalho, como as patinhas de um cão. Apago a luz. As acendo todas. E ela continua ali. Vagalume dançando em densa escuridão.

quarta-feira, 14 de março de 2012

tudo doi...meu Deus, doi com uma intensidade: como garras de ave de rapina - na alma. O corpo, já nem tenho mais: não sei como sinto. O que fazer para me ver novamente no mundo? Quais correntes me reterão agora?. E o pior de tudo, é este silencio: nada de uivos, nada de gritos...só meditação, preces, mantras, agua e toalhas limpas. Acordar e pedir: por mais saude, por mais uns dias de vida, que aos poucos se esfarela.Para que? Para quem?.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Estava ali no ponto de onibus,
Chovia, chovia,
Tive medo,
Então decidi
Amanha fará sol...e fez!
O desejo muda tudo, até o tempo.
Corre, não pare,
não pare,
Se não meu bem, você perde a coragem
E o amor, não espera os covardes...

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Certos espinhos me fazem lembrar, que sinto dor e sangro...
e que os cactos dão flores lindas,
e estão delicadamente vivos,
como eu.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

(...) Esta parte de mim conhece ainda as tuas construções,
os desenhos de tuas mãos,
as mesmas que desenharam em meu mundo inacabado,
algo impossível e incompreendido.

(...) ele ficou horas, olhando aquela janela, na esperança que ela se abrisse, e ele a visse mais uma vez. Mas o tempo havia silenciado - como um rezar baixinho - o barulho da pequena maquina de costuras e o cheiro de café a tardinha...Nas frestas agora, só as lembranças...